Gli occhi sono la finestra dell'anima. E la nostra anima è straniera. Tre brasiliani uniti dall'esperienza di studiare a Roma. Tre comunicatori invasi dalla necessità di esprimere. Tre entusiasti della rivoluzione comunicativa provocata dall'Internet. Tre paio d'occhi. Una Finestra.
Na noite da última quinta-feira,2/08, foi institucionalizada, com uma pedonalização temporária, aquela que já era conhecida como ponto de encontro da comunidade gay romana: a Via San Giovanni in Lateranno, agora carinhosamente chamada de Gay Street.
A idéia nasceu como uma resposta das associações gays - principalmente a Arcigay Roma - ao episódio da abordagem e prisão de dois rapazes que se beijavam nas imediações do Coliseu por dois policiais.
Umas das frases notáveis da noite, pronunciada por (?): "Na Itália, ocupa-se muito de moralismo sexual e muito pouco de moralidade pública!" É bem verdade.
The most exciting thing of a trip is to put yourself on the misterious road of the coincidences - if you, of course, believe in coincidences. And it was like this that, walking throw the streets of Venice, my path slightly determined by the loss of my glasses on the day before - and so by the need of buying me lens - I met a person that certainly was on of the top moments of this trip.
The music flooding the street took me there. It was a exhibition of portraits, douzens of them, made in A3 with crayon. Every picture was like looking into a something of feelings, stories, humanity, like I was staring at the very portraited person. "The exhibition continues on the second floor". Went upstairs.
How surprised - and satisfied - was I of meeting there, next to her work, the artist, herself. Mariana Gordan, romenian artist, received me with her vivid green eyes and red hair, and not only answered to my first question saying yes, those were real people, but also started to tell me the stories of each one, calling them by their names, and then bringing them to life right in front of me.
So, I met whole families generations, an alcoholic man that had already died, a psycologist who wanted to be portraited as a basketball player, a lady that hated the artist 'cause she hated all the romanians, a man who won 3 milion dollars and gave it all to the poor children.
And she also told me how, for a casuality, had begun to portrait the people in her studio, in a little town in Romenia, and how the little Madalina, only 6 years old, helped her calling and bringing all the people to be portraited. The idea was also taken to London, becoming the exhibition which I was seeing, named The Mirror.
I asked Mariana about what did the portraited people say staring at their own image. She answered me that almost everybody said that could recognize on the portrait something of themselves, although it was diferent of looking at their own images on the mirror.
How the artist said: "They are portraits of the spirit".
In the same exhibition, there were children sculptures, inspired at the little habitants of a town on Basilicata, causing on them, of course, great excitement in front of their own images.
The talking with Mariana Gordan was a real lession about the human being and the individual, the self-perception and the perception of the other, and, mostly, communication. Her work made me see how art can be deeply based on life, how it evolves and transforms those who partecipate it, how ir makes us see what is beyond the appearance, and finally, how it communicates with the flesh and bones and feelings and stories and affections beings.
Oh, almost forgot. I've also learned a lot about coincidences...
For more details, hear the interview. I apologize for anything missing for tecnical problems (the battery of the recorder...)
Na esteira do I Seminário de Mídias Nativas, realizado em outubro do ano passado, o Atopos (Centro de Pesquisa sobre a Opinião Pública em Contextos Digitais) tomou lugar, desta vez na Itália, para o lancamento do livro “Indiografias – Ensaios e contos escritos por nativos do Brasil”. A iniciativa é fruto de uma parceria com a Zoe Onlus, associação italiana sem fins lucrativos, com sede em Roma, voltada à viabilização de projetos de desenvolvimento sustentável, de ajuda humanitária e de mediação intercultural.
“A idéia era difundir a nascente apropriação tecnológica da palava por essas populações historicamente marginalizadas. Tudo que fizemos foi ligar os pontos da rede”, explica Paolo Buccieri, antropólogo e presidente da Zoe Onlus. O volume, primeiro da série “Pensamento Nativo Contemporâneo”, apresenta narrações de mundo em primeira pessoa produzidas por cinco escritores brasileiros das etnias Tukano (Amazônia norte-ocidental), Guarani (Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Espírio Santo) e Terena (Mato Grosso do Sul).
O itinerário de conferências e entrevistas começou no dia 15 de maio na Feira do Livro de Torino, passando por livrarias e bibliotecas romanas, até terminar em Napoli, no dia 20. Contou com a presença de um dos autores, o Guarani Olívio Jekupé, graças ao apoio do Ministério da Cultura do Brasil. “Quem sabe agora, depois de lançar o nosso livro aqui na Itália, as editoras brasileiras se interessam um pouco mais pelo nosso trabalho”, provoca Olívio.
Além dos ensaios e contos nativos, “Indiografias”, publicado pela editora Costa&Nolan, traz textos do sociólogo Massimo Di Felice, idealizador do Atopos, e do antropólogo Sérgio Domingues, docente da Unesp de Marília, com prefácio de Paolo Buccieri.
Acompanhe a cobertura da imprensa italiana sobre o lançamento do "Indiografias" pelos links:
Fantastico Kaka. Tecnica introjetada; emocoes governadas para dois gols em pleno Old Trafford. O Milan é a orquesta. Ele, o solista. Duas investidas rapidas, precisas, vigorosas, ousadas, inteligentes. Na primeira ele recebe, poe a bola à frente e, quase sem angulo, chuta cruzado de perna esquerda. A segunda, uma pintura. Nem o insistente replay tira sua aura. Ele chapela um, passa no meio de dois usando a cabeca e ainda tem a tranquilidade de sepultar o goleiro do Manchester com um chute colocado de direita. Termina o primeiro tempo. Ele acaba com o jogo. A camera o focaliza. Ele esta chorando.
É transcendental ler em frente a uma fonte romana num dia quente de sol. Além do estìmulo visual, o som da agua correndo provoca; faz fluir o pensamento.
Enormes carros de som rompendo o silencio das ruas; milhares de jovens dancando. Temperatura: 15°C. No lugar do Axé, Tecno. No lugar de bandas, Djs. No lugar da cerveja, maconha. No sabado, 14 de abril, a juventude italiana parou o centro de Roma pela legalizacao das drogas, mais precisamente daquela erva. Todos pela libertacao, pela livre escolha, cantando, bebendo, fumando. Rebeldia, vontade de extravasar, de incomodar. Zona temporariamente livre. Longe das leis, da policia, do pai, da mae, do corpo, do tempo, de qualquer lugar.
Muitos povos reunidos em torno de um so lider. A crucificacao de Jesus Cristo representada com muitas luzes e cameras, em meio a um suntuoso cenario minuciosamente construido pela historia romana.
Molti popoli riuniti intorno a un solo capo. Il crocifisso di Gesu rappresentato con molte luci e camere, in mezzo ad un sontuoso scenario muniziosamente costrutto dalla storia romana.
Many nations together around only one leader. The crucifixion of Jesus represented with many lights and cameras, in a sumptuous scenary built by the roman history.
"... esse é o real significado da Via Crucis. Pregar nao apenas por Jesus, mas por todos aqueles que sofrem no mundo", Bento XVI.
"... questo è il significato reale della Via Crucis. Pregare non solo per Gesù, ma per tutti quelli che soffrono nel mondo", Benedetto XVI.
"... this is the real meaning of the Via Crucis. Pray not only for Jesus, but for all of those who suffer in the world", Benedict XVI.
Farfa. Um lugar a trinta quilômetros de Roma. Um tempo. Morada dos monges beneditinos, que ocuparam pela primeira vez a bucólica paisagem na metade do século VI d.C. Desde então, neste e em tantos outros monastérios espalhados pela Europa, religiosos dedicaram inteiras vidas à pregação, à oração e ao trabalho. Do cultivo de olivas ao registro contemplativo do conhecimento em milhares de livros. Aqui, onde o silêncio fala mais alto, a ISA (International Sociological Association), liderada pela professora do Departamento de Sociologia e Comunicação da Universidade de Roma – La Sapienza -, Bianca Maria Pirani, realizou a conferência internacional "Os Ritmos do Sagrado. Tempo do Monge, Tempo do Turista no Cenário Global". De 22 a 24 de março, 120 renomados estudiosos de 14 países se reuniram para discutir os múltiplos tempos da interação contemporânea entre homem e tecnologia, os ritmos do corpo nos contextos digitais. Três dias de monástica imersão em uma só temporalidade, da qual também participaram os três olheiros da Finestra.
Farfa. Un posto circa 30 chilometri da Roma. Un tempo. Residenza dei monaci benedettini, che occuparono per la prima volta il bucolico paesaggio nella mettà del secolo VI d.C. Da allora, in questo ed in tante altre abbazie dell'Europa, religiosi dedicarono tutte le sue vita alla preguiera, all'orazione e al lavoro. Dalla coltivazione dell'olive al registro contemplativo della conoscenza in milliaia di libri. Qui, dove il tempo parla più alto, l'ISA (Associazione Internazionale di Sociologia), guidata dalla Professoressa del Dipartimento di Sociologia e Comunicazione dell'Università di Roma - La Sapienza -, Bianca Maria Pirani, ha realizzato il convegno internazionale "I Ritmi del Sacro. Tempo del Monaco, Tempo del Turista nella Scena Globale". Dal 22 a 24 marzo, 120 ricercatori di 14 paesi si sono reuniti per discutire i varie tempi dell'interazione contemporanea tra l'uomo e la tecnologia, i ritmi del corpo nei contesti digitali. Tre giorni d'immerzione in una stessa temporalità, di cui hanno partecipato gli occhi della Finestra.
Farfa. A place 30 kilometers away from Rome. A time. Residence of the benedictine monks, which have occupated for the first time the bucolic scenery on the half of the VI century a.C. From this time, here and in other monasteries spreaded around Europe, religious men have dedicated whole lives to preaching, oration and labor. From the cultivation of the olive to the contemplative registration of the knowledge in thousands of books. Here, where the silence speaks louder, the ISA (International Sociological Association), guided by the Professor of the Department of Sociology and Comunication of the University of Rome - La Sapienza -, Bianca Maria Pirani, has organized the international conference "The Rhythms of the Sacred. Time of the Monk, Time of the Tourist on the Global Scene". From 22 to 24 march, 120 researchers from 14 countries were together to discuss the many times of the contemporany interaction between man and technology, the rhythms of the body on the digital contexts. Three days of complete immersion on a single temporality, of which the eyes of Finestra took part.
Música Monástica
O silêncio Interior É conquista Profundo Mais próximo De si Do nada Da imensidão Conforta Ameno Consigo mesmo O silêncio Faz voltar O tempo parar Silêncio É espaço no tempo Não é agora É sempre Por entre O ser Silêncio O silêncio Existe? Parece Não é triste Confronta É nu Em si Sente Parou O silêncio Da mente Pressente Ouve O silêncio É calma Equilíbrio; corrente Sedimenta O silêncio É igreja Cemitério A vida No monastério Mistério Da morte Antes, depois Sobrepôs O silêncio É tempo No espaço Isola; consola Um passo Dentro Momento Silêncio O silêncio Barulho da alma Acalma O corpo Consigo fala Faz Silêncio.
Ricardo Pirani Abbazia di Farfa, Roma 23/03/2007
Don Agostino, monge da Abbazia di Farfa. Don Agostino, monaco della Abbazia di Farfa. Don Agostino, monk of the Abbey of Farfa.
Isolamento? Isolation?
A Biblioteca
A biblioteca da Abbazia di Farfa possui cerca de 20 mil títulos, entre milhares de livros copiados à mão pelos monges durante vidas inteiras.
"Il mio nome è Ugo, sono nato nem 973, e il significato dell'intera mia vita sta chiuso dentro le mura di questo monastero". Ugo I
"O meu nome é Ugo, nasci em 973, e o significado da minha vida inteira está fechado dentro dos muros deste monastério.
"My name is Ugo, I was born in 973, and the meaning of my whole life is closed inside the walls of this monastery"
A Basílica
A Conferência
"O desafio da atualidade é negociar com a tecnologia, que integra mas também tolhe a privacidade e a autonomia" Stefano Rodotà Faculdade de Direito da Universidade de Roma - La Sapienza.
"O silêncio é regresso, dimensão para encontrar o sacro, o misterioso, o transcendental" Federico D'Agostino Departamento de Ciências da Educação da Universidade de Roma 3
"O corpo é uma ponte entre o homem e o tempo, que por sua vez é um ritmo. A regra social vem do empenho de viver esse ritmo e de criar espaços relacionais" Bianca Maria Pirani Faculdade de Sociologia da Universidade de Roma, La Sapienza
"O silêncio não é solidão, mas sim o diálogo consigo mesmo" Dom Eugenio Gargiulo Priore della Abbazia di Farfa
Em consonância com outras demonstracoes de repudio à guerra em todo o mundo, o Movimento Humanista, bem como alguns partidos de orientação comunista e socialista, levou às ruas de Roma centenas de pessoas. Aderimos à marcha perto da Stazione Termini, sob um lindo dia de sol. Ao nosso lado, jovens, estudantes, senhoras e senhores de meia-idade, velhinhos, famílias com bebês. Seguimos a passeata pelo centro histórico com destino à Piazza Navona, onde seria feito um enorme símbolo da paz humano. Pudemos acompanhar tudo de cima de um pequeno prédio gracas à ajuda de uma simpatica moradora.
In consonanza con altre dimostrazioni di ripudio alla guerra in tutto il mondo, il Movimento Umanista, oltre ai alcuni partiti comunisti e socialisti, ha portato alle vie di Roma centinaie di persone. Ci siamo mescolati alla marcia vicino alla Stazione Termini, sotto un cielo pieno di sole. Di fianco a noi, giovani, studenti, signori e signore, anziani e famiglie con i suoi bimbi. L'abbiamo seguito per il centro storico fino alla Piazza Navona, dove le persone farebbero un enorme simbolo della pace. Abbiamo potuto vedere tutto da sopra un piccolo palazzo grazie al'aiuto di una simpatica residente.